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segunda-feira, 29 de junho de 2009

É possível controlar a pressão alta pela medicina tradicional chinesa?


A maioria das causas de HAS (hipertensão arterial) na medicina ocidental é de etiologia (origem) desconhecida.



Na MTC (medicina tradicional chinesa), a HAS representa o excesso de expansão da energia do fígado, e está relacionada ao estresse - síndrome de yang ming, ou excesso de energia yang no fígado.



Devido ao desgaste crônico da essência (jing ou energia do rim) o organismo perde o controle da energia yang do corpo, que se eleva demais em quantidade e em velocidade. Dessa forma, essa aceleração faz com que todo o sistema cardiovascular entre em sobrecarga, surgindo assim sintomas de pressão alta.



Na MTC, existem vários tipos de HAS. Essa pode se apresentar na forma de crise hipertensiva, onde a pressão sempre foi “normal” e de repente apresenta uma crise de pico, e essa crise pode se repetir de tempos em tempos.



Pode se apresentar ainda a forma de HAS por distúrbio alimentar, onde o paciente mantém a P.A. (pressão arterial) sempre “alta” 150/90mmhg (essa passa a ser sua PA “normal”).
E a HAS típica de desgaste físico e emocional. Nesse tipo a pressão já aparece alta e só cede com uso de medicamentos.



Na medicina ocidental a HAS *primária é causada por alguma disfunção dos órgãos, como por exemplo, tumores renais (glândulas suprarrenais), tireoide, etc.



É muito importante o diagnostico diferencial entre a pressão alta primária e secundária (aproximadamente 90% dos casos). Através da dietoterapia, fitoterapia e a acupuntura, equilibramos e harmonizamos esses distúrbios energéticos do organismo, curando essa patologia.
Segundo a MTC, devemos ter uma atitude preventiva em relação à pressão alta, a prática de exercícios corporais como Lien Ch’i e meditação auxiliam a manutenção da saúde cardiovascular. Pratique!



*A primária é de origem conhecida, a secundária ou essencial é de origem desconhecida (principalmente na medicina ocidental), e representa 90% dos casos, ou seja, é a grande maioria.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lua de Saturno tem condições para vida


Dois estudos publicados nesta quinta-feira na revista científica "Nature" discutem hipóteses sobre a existência de um oceano de água salgada â?" em outras palavras, condições para o desenvolvimento de vida â?" nas profundezas subterrâneas de Enceladus, uma das luas de Saturno.



Os dois estudos, que chegam a conclusões discrepantes, analisaram amostras de uma coluna de gases, vapor de água e minúsculas partículas de gelo que emana violentamente da superfície do corpo celeste. Os cientistas tentam encontrar explicações para as observações divergentes.



o primeiro estudo, os pesquisadores Nikolai Brilliantov, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, e Juergen Schmidt, da Universidade de Potsdam, na Alemanha, defendem a teoria de que a coluna expelida da superfície de Enceladus é alimentada por um oceano salgado subterrâneo.A hipótese de um oceano subterrâneo já vinha sendo investigada pelos cientistas.



Agora, ao analisar o material recolhido em 2005 pela sonda Cassini, eles dizem ter detectado sais de sódio entre as partículas de gelo lançadas a centenas de quilômetros no espaço.Para Brilliantov e Schmidt, este fato corrobora as teorias atuais de que, sempre que uma lua tiver um oceano subterrâneo profundo em contato com a superfície rochosa por muitos milhões de anos, este oceano será salgado.



Vida fora da Terra De acordo com o estudo, os resultados indicam que a concentração de cloreto de sódio neste corpo de água pode ser tão alta quanto nos oceanos terrestres.



"A Enceladus é um dos lugares com maiores chances de se encontrar vida no Sistema Solar fora da Terra", disse à BBC o cientista John Spencer, da missão espacial Cassini."Estão presentes os três principais ingredientes necessários à vida â?" os elementos químicos básicos, os blocos básicos, uma fonte de energia, e agora achamos que existe água também. Todos os elementos estão aí.



Se isto é suficiente para gerar vida ainda não sabemos, mas estamos muito interessados em saber mais." Enceladus está localizada no anel mais distante de Saturno, "E". Além da Terra, de Marte e da lua de Júpiter Europa, é um dos poucos lugares nos quais astrônomos dizem ter evidências diretas da existência de água.Entretanto, um segundo estudo publicado na edição desta quinta-feira da "Nature" diz não ter encontrado evidências de sódio nas partículas emanadas da coluna de vapor â?" o que não confirmaria a hipótese de "gêiseres" alimentados por um oceano subterrâneo.Discrepâncias O professor Nicholas Schneider, do Laboratório para Física Atmosférica e Espacial da Universidade de Colorado, nos EUA, disse que a diferença nos resultados pode ser explicada pela existência de cavernas profundas nas quais a água evapora lentamente.



"Só se a evaporação fosse mais explosiva, ela conteria mais sais", afirmou Schneider.Se for correta a hipótese das cavernas, ele raciocinou, o vapor só seria expelido violentamente no vácuo do espaço ao vazar por rachaduras na superfície gelada de Enceladus conhecidas como "listras de tigres".



"A idéia da evaporação de um oceano profundo e cavernoso não é tão dramática quanto a que imaginamos antes, mas é possível tendo em vista os resultados até o momento", disse o pesquisador.



Mas ele advertiu que as evidências podem também significar eventos distintos. "Pode ser gelo aquecido virando vapor no espaço. Poderia até haver locais onde a crosta fricciona em si mesma e este atrito cria água líquida que então evapora no espaço", prosseguiu."Estas são hipóteses que não podemos verificar com os resultados obtidos até agora."

terça-feira, 23 de junho de 2009

Amendoim, azeite e aveia ajudam a prevenir o diabetes


O diabetes tipo 2 é o tipo mais comum da doença e costuma afetar pessoas com mais de 40 anos de idade. Suas causas estão relacionadas aos hábitos alimentares, ao sedentarismo e à obesidade.


Alguns alimentos ajudam a prevenir o surgimento do diabetes tipo 2. O amendoim, o azeite, o hadoque (peixe parente do bacalhau), a aveia, o trigo integral e a soja como alimentos que ajudam a prevenir a doença.
O livro traz uma coleção de 100 receitas antioxidantes, fortalecedoras e rejuvenescedoras que melhoram a saúde e ajudam a manter a boa disposição.



Azeite de Oliva:



O azeite de oliva, um dos ingredientes mais consumidos pelos povos mediterrâneos, contém gorduras e antioxidantes fundamentais para a saúde e a beleza. Obtido pela pressão de azeitonas, o azeite contém vitamina E, que ajuda a manter a pele sem rugas e os cabelos brilhantes. O azeite é rico em gorduras monoinsaturadas, que possuem propriedades anticancerígenas, reduzindo a pressão sangüínea e prevenindo o diabetes.



Amendoim:



O amendoim é rico em nutrientes bons para o coração. Entre todas as castanhas, é a que fornece mais proteína. O amendoim contém muitas gorduras monoinsaturadas, que reduzem o colesterol e previnem a formação de coágulos nas artérias, evitando doenças cardíacas. A arginina, um aminoácido, tem a mesma função: o organismo a converte em óxido nítrico, que dilata os vasos sangüíneos e previne coágulos. O amendoim é rico em vitamina E, que combate as rugas e deixa os cabelos brilhantes. Devido ao baixo índice glicêmico, ajuda a prevenir o diabetes do adulto.


Hadoque:



Parente do bacalhau, o hadoque contém muitos nutrientes que ajudam a manter a juventude e a boa forma. O hadoque é fonte de várias vitaminas do complexo B, que são benéficas para o cérebro e combatem a fadiga. Tem muito ácido fólico, que reduz os níveis de homocisteína no organismo, prevenindo doenças cardíacas, diabetes e osteoporose. Estudos apontam que também seja anticancerígeno. Esse peixe é ainda rico em iodo, necessário para produzir hormônios da tireóide, que regulam o metabolismo. Também contém zinco, importante para a imunidade; enxofre, bom para a pele; e cálcio, que fortalece os ossos, contribuindo para a prevenção de doenças como a osteoporose.


Aveia:



A aveia é muito versátil e é utilizada para prevenir doenças cardíacas e aumentar a imunidade. Além de ser uma rica fonte de carboidratos, a aveia tem muitas fibras, mantém a taxa de açúcar no sangue estável, previne o diabetes e baixa o colesterol. Contém antioxidantes poderosos que rejuvenescem, incluindo a vitamina E, o tocotrienol, o ácido ferúlico e o ácido caféico, combatendo os radicais livres e prevenindo diversos males, como as doenças cardíacas, a obesidade e problemas de visão. Em uso tópico, a aveia tem propriedades antiinflamatórias e suaviza a pele.


Trigo:



IntegralAlimento básico da dieta ocidental, o trigo contém muitas proteínas, fornecendo vitamina B e minerais. O trigo integral é um cereal nutritivo e saudável. Valiosa fonte de proteína, contém elementos construtores para pele, cabelos e unhas. Por produzir energia, combate a fadiga. Contém muitas vitaminas do complexo B, inclusive a vitamina B6, que é benéfica para os nervos, evita o diabetes do adulto e melhora a capacidade de registrar, reter e distribuir informações. O grão é ainda uma boa fonte de zinco, que aumenta a imunidade e fortalece a visão.


Soja:



Esta leguminosa versátil é essencial para a dieta dos japoneses, que têm o maior nível de longevidade do mundo. No Ocidente, a soja é mais conhecida por seus derivados - tofu, leite, suco e iogurte de soja - e pelos substitutos da carne, como a proteína texturizada. A soja é uma excelente fonte de proteína vegetal, fibras e carboidratos complexos. É conhecida por reduzir o colesterol e prevenir taxas altas de triglicérides, que podem provocar doenças cardíacas. Além disso, a soja contém antioxidantes que preservam a juventude, como o ácido fítico, que ajuda a evitar a formação de coágulos nas artérias. No entanto, talvez o melhor atributo da soja seja o fato de conter muitos microelementos, como as saponinas e as isoflavonas - flavonóides que são convertidos pelo organismo em fitoestrógenos, que, por sua vez, apresentam propriedades anticancerígenas, benefícios aos ossos e diminuem o risco de doenças cardiovasculares. Esta leguminosa contém vitamina E - vital para pele e cabelos -, e vitaminas do complexo B, que fortalecem o sistema nervoso, evitando que o estresse provoque envelhecimento precoce. Seu índice glicêmico é extremamente baixo, ajudando na prevenção do diabetes e aliviando vários sintomas da menopausa.

domingo, 21 de junho de 2009

Descoberta do efeito estufa faz 150 anos

A teoria do efeito estufa acaba de completar 150 anos, mas seu potencial de gerar controvérsias continua vigoroso.

A prova de que alguns gases, como o gás carbônico e o metano, agem como reguladores da temperatura da Terra foi apresentada em 1859 pelo químico irlandês John Tyndall. Desde então, diversas pesquisas buscam determinar como a temperatura do planeta responde ao aumento da concentração desses gases -os gases-estufa.

Existe consenso de que a elevação dos níveis de gás carbônico causou um aquecimento anormal no último século. No entanto, há ainda incertezas sobre o ritmo com o qual os termômetros reagem a essas alterações na concentração.

O aumento total da temperatura da Terra caso a concentração de gases-estufa na atmosfera duplique é conhecida como sensibilidade climática. O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC, afirma que dobrar o CO2 em relação à era pré-industrial pode causar elevações de 1,5C a 6C na temperatura global. Uma considerável margem de erro.

É esta faixa de incerteza que mantém acessas as disputas sobre metas para redução de emissões. Enquanto alguns especialistas afirmam que a temperatura perderia o controle se a concentração de gás carbônico ultrapassasse 450 partes por milhão (ppm), diplomatas usam o limite de até 550 ppm nas negociações do novo acordo climático na ONU.

O climatologista Peter Stone, do Instituto de Tecnologia de Massachussets, autor de estudos sobre sensibilidade climática nas últimas décadas, afirma que as dúvidas sobre o funcionamento do efeito estufa ainda persistem porque não há conhecimento suficiente sobre o papel das nuvens e dos oceanos no clima. Ambos ajudam a alterar o balanço do calor retido na Terra: as nuvens podem tanto refletir radiação quanto ajudar a retê-la.

Já os oceanos absorvem o calor, retardando o aumento dele na atmosfera. "A sensibilidade climática é normalmente definida como uma mudança no equilíbrio. Quanto a temperatura da superfície terrestre precisa aumentar se dobrarmos a concentração de CO2 para que o sistema climático atinja equilíbrio? O problema é que não temos observações globais para saber o quão longe estamos do equilíbrio", diz Stone.

Pioneiro

Mike Hulme, professor da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia (Reino Unido), explica que foi John Tyndall quem iniciou, em junho de 1859, a linhagem de cientistas que passou a estudar a sensibilidade climática.

O químico sueco Svante Arrhenius, o primeiro a calcular, em 1896, o potencial de aquecimento atmosférico com o aumento de CO2, citou Tyndall em seu artigo "por ter apontado a importância da questão".

"Na época o experimento de Tyndall não teve um grande impacto, não revolucionou, como alguns meses depois faria a teoria de Darwin. Foram necessários mais 40 anos até que Arrhenius tentasse quantificar a relação entre gás carbônico e temperatura", diz Hulme. O experimento do cientista irlandês ocorreu seis meses antes da publicação de "A Origem das Espécies", por Charles Darwin.

Durante sete semanas, entre abril e maio de 1859, Tyndall testou de que forma alguns gases permitiam que a radiação do Sol penetrasse a atmosfera mas conseguiam barrar depois o calor emitido pela superfície terrestre em forma de raios infravermelhos. Ele buscava provar especulações feitas por físicos nas décadas de 1820 e 1830 como o francês Jean-Baptiste Fourier, de que algo na Terra ajudava a reter o calor.

O experimento de Tyndall consistia em testar diferentes concentrações de vapor da água e o chamado "gás-carvão", uma mistura de CO2, metano (CH4) e hidrogênio, e quanta energia era absorvida. Para tanto, ele usou fontes de calor que emitiam a radiação infravermelha dentro de um tubo onde dosava diferentes concentrações dos gases, medindo a energia que passava com uma pilha termoelétrica (que funcionava à base de calor).

Correspondências da época mostram que Tyndall estava particularmente intrigado pela teoria de Louis Agassiz, lançada em 1837, sobre os sucessivos períodos de glaciação na Terra.

Cético de si mesmo

Nos artigos que escreveu entre 1859 e 1866, após provar as propriedades dos gases de efeito estufa, Tyndall descartou que mudanças nas concentração de gases estufa, isoladamente, seriam capaz de determinar as eras glaciais. Hulme diz que Tyndall chegou a inferir a relação direta entre o possível aumento na concentração de certos gases e o aquecimento do planeta, sem destacar, no entanto, que isso ocorreria por resultado da ação humana.

Após os cálculos de Arrhenius, outros pesquisadores seguiram buscando relacionar temperatura e concentração dos gases. O britânico Guy Callendar foi o primeiro, em 1938, a argumentar que a queima de combustíveis fósseis elevaria o gás carbônico a um nível capaz de alterar a temperatura global.

A ideia foi refutada na época. Demorou ainda quase 70 anos para que cientistas reunidos no IPCC colocassem, em seu quarto relatório, que com 90% de certeza o homem estava interferindo na temperatura global.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Espécies possivelmente novas e raras são descobertas no Equador


Uma enorme variedade de espécies, muitas provavelmente novas para a ciência, foram encontradas durante uma expedição da ONG Conservação Internacional (CI) às florestas da Cordilheira do Condor, no sudeste do Equador, próxima à fronteira com o Peru.



A expedição científica teve como foco a bacia do alto rio Nangaritza, que é isolada de outras regiões dos Andes em termos geológicos, o que ajuda a estimular a evolução de espécies endêmicas, ou seja, aquelas que não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo.



No total, foram descobertos quatro anfíbios, um réptil e sete insetos, incluindo uma salamandra de olhos esbugalhados e um minúsculo e venenoso sapinho-ponta-de-flecha do gênero Dendrobates.



Além das espécies provavelmente novas para a ciência, a equipe também encontrou diversos animais raros, como uma perereca-de-vidro e uma população saudável de sapos arlequins do gênero Atelopus que antes haviam sido devastados pelo fungo quitrídeo, que, ao lado de outros fatores, como desmatamento e mudanças do clima, impõe uma séria ameaça de extinção sobre até 30% das espécies de anfíbios do mundo.



Entre outros animais incomuns encontrados nesta expedição estão insetos da família Tettigoniidae e várias espécies de anfíbios e mamíferos nunca registrados no Equador. Além disso, foram descobertas duas espécies de aves que são endêmicas da Cordilheira do Condor, 25 espécies consideradas raras no Equador e 11 espécies ameaçadas ou quase ameaçadas a nível mundial.



A CI espera que estas descobertas estimulem o governo do Equador a fortalecer a proteção da área, que fica próxima a um parque internacional da paz, criado no final dos anos 90 para marcar o fim das hostilidades entre o Equador e o Peru depois de décadas de disputa pela área fronteiriça.A expedição foi realizada pela CI em parceria com a Fundação Arcoiris e a Pontifícia Universidade Católica do Equador e financiada pelas Fundações Gordon e Betty Moore, Mulago e




Leon e Toby Cooperman Family.*Com informações da Conservação Internacional - Brasil




UOL Ciência e Saúde

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ônibus movido a hidrogênio vai rodar em São Paulo


Um ônibus movido a hidrogênio passará a rodar provavelmente ainda neste mês de junho numa linha convencional urbana entre os bairros do Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, e São Mateus, na zona Leste, passando pelos municípios de São Bernardo do Campo, Diadema, Santo André e Mauá, dentro da Região Metropolitana de São Paulo.O feito é inédito no Brasil e traz muitas novidades.


Veículos movidos por essa tecnologia são silenciosos e não emitem poluentes. Eles lançam no ambiente apenas vapor-d'água e trazem benefícios à saúde porque não contribuem para o surgimento de doenças respiratórias, além de umidificar o ar das grandes cidades.


Ao lado dos biocombustíveis e dos veículos elétricos, o hidrogênio é visto por especialistas como uma real alternativa para os derivados de petróleo que emitem poluentes e tendem a escassear no futuro porque as reservas de óleo e gás natural são finitas, tanto pelo esgotamento de anos de exploração como pelo aumento do consumo mundial.


Assim, a experiência brasileira se enquadra dentro de uma série de experimentos que são realizados pelo mundo com carros e ônibus a hidrogênio no lugar da gasolina e do diesel com o objetivo de diminuir os gases nocivos às pessoas e ao planeta.


O ônibus foi montado no Brasil com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente, uma agência ligada ao Banco Mundial que financia iniciativas de desenvolvimento sustentável em vários países.


"Fizemos parcerias no Brasil e no exterior para montar o ônibus e transferir tecnologia para o país porque no início o projeto era para comprar os ônibus prontos na Europa.


O argumento foi que o Brasil é o maior produtor de ônibus do mundo e temos uma longa tradição na indústria de carrocerias de ônibus", disse Carlos Zündt, gerente de planejamento da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), ligada à Secretaria dos Transportes Urbanos do Estado de São Paulo, instituição que ficou responsável pelo desenvolvimento e gerenciamento do projeto e vai colocar o ônibus a hidrogênio no corredor metropolitano exclusivo de 33 quilômetros (km).



Da Agência Fapesp

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Chá verde e branco: benefícios e diferenças


Velhos conhecidos da medicina oriental, o chá verde e o chá branco tornaram-se famosos nos últimos anos, devido principalmente às várias pesquisas científicas divulgadas mostrando seus benefícios à saúde. Aqui no Brasil, as duas bebidas já fazem parte da dieta de muitas pessoas e têm sido divulgadas por modelos famosas e celebridades do cinema e da TV, preocupadas com a saúde e a boa forma.

Características diferenciadas

Os chás verde e branco são provenientes das folhas da Camellia sinensis, uma planta procedente principalmente do norte da Índia e sul da China, onde é conhecida desde os primórdios da dinastia Tang (618-907 d.C.).

O chá verde é obtido por meio do murchamento das folhas com vapor que, em seguida, são secas, fase na qual ocorre a inativação de uma série de enzimas, chamadas de polifenóis oxidases. As folhas permanecem verdes e não sofrem qualquer tipo de alteração na sua composição, e o chá resultante desse processo apresenta sabor amargo.

Diferentemente do chá verde, na produção do chá branco, só os brotos mais jovens são colhidos. Durante a maturação, os brotos são protegidos contra a ação do tempo e do sol e a colheita é realizada antes que ocorra a síntese de clorofila nas folhas, quando ficam verdes e começam a abrir. Nessa fase, a folha tem uma coloração prateada, devido à fina penugem branca que recobre os brotos, daí a origem do nome chá branco.

Depois de colhidos, os brotos secam naturalmente, sendo assim menos processados que as folhas do chá verde. Todo esse processo é manual e ocorre poucos dias no ano, entre os meses de abril e maio, uma das razões para a raridade e alto custo do produto. O chá branco apresenta sabor mais adocicado e delicado que o chá verde.

Por ser proveniente de brotos muito jovens, acredita-se que o chá branco apresente uma maior concentração de substâncias bioativas que o chá verde, cujas folhas são mais processadas. Nessa fase de maturação, os brotos contêm uma alta concentração de substâncias ativas como os polifenóis (com ação antioxidante), o que pode sugerir uma ação mais eficiente na redução do risco de doenças quando comparado ao chá verde.

O que torna esses chás tão especiais?

O segredo dos chás verde e branco reside no fato deles serem ricos em polifenóis catequinas, particularmente a epigalocatequina galato (EGCG). A EGCG é um poderoso antioxidante que além de inibir o crescimento de células cancerígenas, é capaz de destruir células cancerosas sem danificar os tecidos saudáveis.

Pesquisas com a EGCG demonstram que a substância também é eficaz na redução dos níveis de colesterol LDL (colesterol ruim), além de inibir a formação de coágulos sanguíneos anormais. Este último assume importância quando consideramos que a trombose (a formação de coágulos sanguíneos anormais) é a principal causa de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.

Os efeitos proporcionados pelo consumo de EGCG também têm sido ligados ao “Paradoxo Francês”. Durante anos, pesquisadores ficavam perplexos pelo fato de, apesar de consumirem uma dieta rica em gordura, os franceses apresentavam uma menor incidência de doenças do coração do que os americanos. A resposta foi encontrada no vinho tinto, que contém resveratrol, um polifenol que limita os efeitos negativos do consumo de cigarro e uma dieta gordurosa. Em um estudo de 1997, pesquisadores da Universidade do Kansas determinaram que a EGCG é duas vezes mais poderosa que o resveratrol, o que pode explicar a razão pela qual a taxa de doenças cardíacas entre os japoneses é muito baixa, apesar de cerca de 75% serem fumantes.

O que dizem os estudos

Enquanto o chá verde já foi alvo de muitos estudos científicos internacionais, são poucas as informações sobre o chá branco na literatura científica. Ainda não há trabalhos representativos e que ofereçam informação fidedigna sobre a bebida, embora se saiba que a mesma é tão ou mais rica em catequinas que o próprio chá verde.

Recentes pesquisas mostram uma forte associação entre o consumo desses chás com uma ação antioxidante, anti-inflamatória e anticarcinogênica no trato digestivo. Alguns estudos evidenciam também os benefícios do chá verde para o coração e o sistema cardiovascular, além da capacidade do chá branco de destruir organismos causadores de infecções causadas por Staphylococcus eStreptococcus.

Estudos realizados pela Universidade de Nova Jersey apontam que o consumo desses chás diminui a incidência do aparecimento de diversos tipos de câncer, como o de mama, pâncreas, cólon, esôfago e pulmão, em seres humanos. Outras pesquisas revelam que eles também estimulam o sistema imunológico, aumentando nossa proteção natural contra as infecções, inclusive contra gripe.

A saúde dentária também tem sido alvo das pesquisas com as bebidas derivadas da Camellia sinensis. Assim como esses chás apresentam a capacidade de destruir certas bactérias causadoras de infecções, ajudando na prevenção da intoxicação alimentar, eles podem destruir bactérias responsáveis pela formação da placa dentária.

Fator coadjuvante na perda de peso

Em relação à perda de peso, testes clínicos mostram que aparentemente esses chás são capazes de aumentar as taxas metabólicas e acelerar a oxidação das gorduras. Dulloo e colaboradores da Universidade de Genebra demonstraram que além da cafeína, a presença dos polifenóis presentes no chá verde aumenta a termogênese (taxa pela qual as calorias são queimadas) e o gasto total de energia. Esse gasto não é alto, em torno de 5% do gasto total de energia diário, mas os pesquisadores acreditam que combinado com uma dieta equilibrada, o chá verde pode funcionar como um coadjuvante da perda de peso.

O efeito que alavanca o metabolismo parece ser independente da cafeína suplementar consumida pelos indivíduos estudados, existindo uma interação sinergética entre cafeína e outros componentes bioativos do extrato de chá verde e/ou branco, que acarreta uma promoção de maiores taxas de queima de gordura.

Como esses chás devem ser consumidos?

Os chás verde e branco podem ser consumidos de diversas formas. A mais comum é a infusão das folhas secas em água quente. Contudo, a indústria atualmente pesquisa e desenvolve formas mais práticas e saborosas que oferecem o extrato em altas concentrações. Eu, por exemplo, assessorei dois desenvolvimentos onde foram utilizados extratos do chá verde ou branco com altas concentrações de polifenóis.

Os alimentos, elaborados em forma de pó para o preparo instantâneo da bebida, foram enriquecidos com vitaminas e minerais com ação antioxidante, adoçados com sucralose e flavorizados com sabor suave de frutas (cítrico ou abacaxi com hortelã). As duas bebidas podem ser consumidas geladas ou quentes e facilitam a vida do consumidor que preza pela praticidade e sabor.

Um ponto importante que merece ser destacado aqui é que na onda da popularização dessas duas bebidas, muitos fabricantes se aproveitam da situação e acabam oferecendo produtos com quantidades ínfimas do ingrediente, ou seja, de chá verde ou branco. Existem no mercado até gelatinas onde no rótulo pode-se ler a palavra chá verde em letras grandes, mas na verdade trata-se de uma sobremesa aromatizada com chá verde, e não enriquecida com este ingrediente funcional. Portanto, fica aqui um alerta para que os consumidores atentem-se para os rótulos desses produtos e aprendam a fazer a melhor escolha.

Modismo passageiro?

Os estudos científicos atuais consideram a Camellia sinensis uma planta estratégica para a saúde humana no século XXI. Por isso, do ponto de vista de pesquisadores como eu, que trabalham na área dos alimentos funcionais, bebidas à base dessa planta deverão cada vez mais fazer parte dos hábitos alimentares das pessoas, que até então desconheciam os inúmeros atributos dessas bebidas.

Os japoneses e chineses que as consomem há séculos, são considerados atualmente os povos mais longevos e com menor incidência de doenças do mundo. Entre esses povos, o provérbio chinês "Melhor ser privado de alimento por três dias, do que de chá por um” é seguido à risca, o que faz do chá verde, por exemplo, a segunda bebida mais consumida no mundo depois da água.

Chás branco e verde ajudam a manter o peso no inverno


Chá gelado "bombou" no verão. Com a chegada frio, o tradicional chá verde e branco quente ajuda a aquecer o corpo com saúde

Chás branco e verde ganham versões quentes preparadas com ingredientes aromáticos, que além de aquecer o corpo, ajudam a manter a forma

Com a queda da temperatura, os chás derivados da
Camellia sinensis, servidos gelados no verão para refrescar e hidratar, voltam para o fogo e vão quentes para as xícaras. Desta forma, podem entrar no cardápio de inverno para aquecer o corpo e colaborar na manutenção do peso.

“Os chás branco e verde são aliados da saúde em qualquer época do ano. Mas no inverno, quando tendemos a ingerir mais calorias, o uso dos chás é uma ótima alternativa”, comenta a Dra. Andrea Frias, PhD em Nutrição.

“Com poucas calorias, estudos mostram que esses chás ajudam na manutenção ou perda do peso quando combinados com atividade física regular e dieta equilibrada", esclarece.

Com cravo, canela e limão

Os chás verde e branco encontrados no mercado na forma de pó (preparo instantâneo), podem ganhar no inverno versões ainda mais gostosas preparadas com água morna e ingredientes aromáticos como cravo, canela, raspas de limão, laranja e gengibre.

Preparo: preserve os antioxidantes, as vitaminas e os minerais


Durante o preparo, não se deve ferver ou aquecer o alimento no microondas. A sugestão é esquentar a água com os ingredientes aromáticos, coar com o auxílio de uma peneira e, só depois, acrescentar o pó. Todo esse cuidado tem um único objetivo: preservar as substâncias antioxidantes e as vitaminas e minerais presentes no alimento.

"Altas temperaturas podem destruir parte dos polifenóis e vitaminas que compõem a formulação desses chás. Todas essas substâncias com alto poder antioxidante ficam preservadas quando adotamos a forma de preparo correto", informa Andrea.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Beijo prolongado movimenta 29 músculos e gasta entre 12 e 14 calorias


O beijo é um termômetro do relacionamento, sua ausência pode sinalizar que a relação está se deteriorando e precisa ser reavaliada e resgatada. Beijar é como dançar com um parceiro, quanto mais se conhece o outro e maior a intimidade, mais gostoso fica.
Um beijo de língua movimenta 29 músculos, sendo 17 nela mesma. Alguns estudiosos estimam que um beijo prolongado gaste entre 12 e 14 calorias.
Cientistas afirmam que uma pessoa apaixonada tem seu corpo invadido por várias substâncias como a fenietilamina que está ligada a sensações de amor, dopamina ligada à emoção amorosa e as endorfinas ligadas ao prazer. Nessa 'química do beijo' os batimentos cardíacos podem aumentar de 70 para 150 bpm.
Kama Sutra
O manual de técnicas indianas na arte de amar, o *Kama Sutra, dá muita importância ao beijo na boca.
Veja uns exemplos:
Beijo superficial: quando os lábios dos amantes pouco se tocam
Beijo chupada: quando um dos amantes leva o lábio inferior do outro entre os seus e o suga para dentro da sua boca com um movimento de chupar
Beijo lambida: quando um dos amantes lambe os lábios do amante com a línguaBeijo apertado: acontece quando um dos amantes, segura o lábio inferior entre os lábios dele e aperta forte
Beijo direto: os lábios dos amantes ficam pressionados diretamente cara a cara. Uma variação é o beijo inclinado
Outra forma de beijo ensinada é a de alternar movimentos de sugar e de passar a língua sobre o pênis do parceiro principalmente sobre a glande - cabeça do pênis. (leia dez dicas para o sexo oral - clique aqui)
Com relação à mulher o ideal é ir preparando o caminho com muito carinho, beijando e lambendo as mamas, o abdome até chegar ao períneo - região entre a vagina e o ânus - e por fim no clitóris, ora passando a língua em movimentos circulares ao seu redor, ora sugando. O beijo nessa região é extremamente prazeroso, pois é a parte mais sensível do corpo da mulher.
Embora regiões como os lábios e os seios sejam muito sensíveis, a maior zona erógena do corpo é a pele, e por isso deve ser estimulada. Mas não esqueça de observar as reações de seu parceiro para saber em que regiões do corpo e em que intensidade esses beijos são mais excitantes e prazerosos.
Incremente o beijo com morangos, que podem ser mordidos de forma sensual ou como se fosse uma trilha a ser seguida e recheada de beijos e carícias. Partilhe durante o beijo uma calda de chocolate.
Cuidados para um beijo prazeroso
O primeiro cuidado essencial para que o beijo seja um encontro prazeroso, é uma boca com bom hálito e limpa. Por isso é tão importante a higiene bucal, mas se apesar de bom hábito de higiene o mau hálito persistir, consulte um dentista ou um médico.
Fique atento se o parceiro não apresenta nenhuma 'bolhinha', vermelhidão ou ferida, tanto na boca como na genitália, pois são indícios de doenças sexualmente transmissíveis.
Não se esqueça de usar preservativo no sexo oral. Uma boa pedida é o uso de papel filme, que permite uma ótima sensibilidade. Use também os preservativos com sabor, pois é um item a mais de erotismo. Muitas mulheres adoram conhecer esses preservativos com aroma e sabor e dizem se estimular mais ao sexo oral, pois reclamam não gostar do cheiro ou do sabor do sêmen.
Na higiene genital só devem ser usados água e sabão, alguns médicos indicam sabonetes íntimos mas nunca o uso de perfumes ou desodorantes íntimos que alteram as secreções naturais dessa região do corpo e podem trazer corrimentos e outras complicações. Se houver um odor forte, mesmo com uma boa higienização, deve se procurar um médico.
A história do beijo
Não se sabe ao certo quando e como surgiu o beijo na humanidade. Entre os romanos existiam três tipos de beijo: o trocado entre conhecidos chamado de basium; o dado apenas em amigos íntimos conhecido por osculum; e o beijo dos amantes conhecido como suavium.
Entre os romanos o beijo fazia parte da demonstração de poder, pois os nobres mais influentes podiam beijar os lábios dos imperadores romanos, mas os menos importantes tinham de beijar suas mãos e os súditos podiam beijar apenas seus pés.
Na Rússia o beijo também era fonte de poder, pois um beijo do czar era uma das mais altas formas de reconhecimento oficial.
Os nobres franceses detinham o poder e podiam beijar as mulheres que quisessem no século XV.
Os portugueses também abusavam de seu poder na época do descobrimento do Brasil. O interessante é que as índias passavam mal quando os portugueses a beijavam, elas tinham nojo desse contato de bocas e línguas, pois entre os índios era considerado gostoso cheirar o corpo. Ao cheirar o corpo do outro você inala os feronômios sexuais o que estimula o desejo.

Salmão e maçã podem deter avanço da degeneração macular, diz estudo


Um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado no "British Journal of Ophthalmology" concluiu que uma dieta rica em ômega 3 -ácido graxo encontrado em peixes gordurosos como o salmão- e em alimentos com baixo índice glicêmico, como a maçã e o pão integral, pode reduzir a progressão da degeneração macular relacionada à idade e até mesmo deter o avanço da doença, nas formas exsudativa ou seca.
A pesquisa, multicêntrica e controlada, acompanhou cerca de 3.000 voluntários por um período de oito anos.
Trabalhos anteriores já haviam comprovado que a suplementação vitamínica com antioxidantes adia o aparecimento da degeneração macular relacionada à idade e retarda sua evolução depois de instalada.
Agora, a nova pesquisa concluiu que a suplementação é ainda mais efetiva quando associada à ingestão de alimentos que são fonte de ômega 3 e que têm baixo índice glicêmico.
"Esse hábito alimentar deve ser incorporado à rotina das pessoas que têm risco de desenvolver a doença. O efeito é cumulativo e a longo prazo", afirma o oftalmologista Newton Kara José Junior, responsável pelo setor de catarata do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
"A degeneração macular relacionada à idade é uma importante causa de deficiência visual e talvez a doença ocular mais prevalente para a qual o tratamento ainda é pouco eficaz", diz o médico. "Assim, todos os esforços para preveni-la devem ser valorizados."
Diagnóstico
Segundo o oftalmologista, o risco de desenvolver o problema pode ser detectado em consultas de rotina, por meio do exame de fundo de olho.
Todas as pessoas com mais de 50 anos e, principalmente, aquelas que têm olhos claros podem apresentar a doença e devem passar por avaliações periodicamente.




Folha de S.Paulo

terça-feira, 9 de junho de 2009

Entenda o que ocorre com o corpo durante uma crise de pânico


Quando uma pessoa tem uma crise de pânico ela sente como se estivesse em uma situação de perigo, ou diante de uma ameaça. Só que isso acontece quando não há uma situação de perigo real: a pessoa pode estar tranquila em casa, no cinema, em uma aula, num bar com os amigos, sem nada que represente uma ameaça por perto.



De forma indevida, a amígdala - mecanismo de alerta e defesa do cérebro que prepara o indivíduo para a fuga ou luta - é acionada. A mente e o corpo saem de sintonia: a mente não reconhece a situação de perigo, mas o corpo sente-se ameaçado. A ansiedade faz com que o organismo libere adrenalina, a pessoa entra em pânico e cria-se um círculo vicioso.



Esse quadro faz com que a pessoa tenha taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), falta de ar, boca seca, tremores, suor excessivo, mal-estar na barriga ou no peito, sensação de sufocamento e tonturas. Algumas pessoas sentem vertigem, náuseas e chegam a desmaiar. Muitas pensam se tratar de um ataque cardíaco e procuram o médico.



A intensidade da crise faz com que a pessoa ache que está morrendo - ou enlouquecendo. Como no caso da bancária OCM, de 41 anos, que teve o transtorno há mais de 10 anos. "Quando tive problemas fiquei com as pernas paralisadas, o coração muito acelerado e uma sensação muito forte de que iria morrer", conta.



Quem sofre de transtorno do pânico continua sentindo desconforto mesmo depois de um ataque, pelo simples medo de experimentar essas sensações novamente e não saber quando elas acontecerão. Essa ansiedade, além de poder desencadear uma nova crise, compromete a qualidade de vida da pessoa, que muitas vezes deixa de fazer atividades rotineiras (como ir ao trabalho ou à escola, ou mesmo sair de casa) por medo de ter um ataque em um local em que não se sinta segura.



"As primeiras crises costumam vir 'do nada'. Posteriormente, elas passam a ser associadas ao local onde ocorreram e as pessoas começam a desenvolver o medo de ter medo, de sair de casa", explica Savóia.



Prevalência


Pesquisas apontam que 10% da população mundial já teve pelo menos uma crise de pânico na vida, porém apenas 3,5% desenvolvem a forma clínica da doença. Mulheres são até quatro vezes mais propensas a desenvolver o transtorno. Filhos de pessoas com a doença também têm risco aumentado de ter o problema.



O que mais chama a atenção dos médicos, porém, é a faixa etária em que o transtorno é mais comum: entre 20 e 35 anos, ou seja, jovens adultos. Dificilmente uma criança ou um idoso terá uma crise de pânico. "Hipóteses apontam que a incidência se deve ao fato de que, nesta fase da vida, as pessoas estão em pleno ápice de seu desempenho profissional, com relacionamento familiar e vida social extremamente ativos, o que acarretaria um estresse emocional maior", aponta Ricardo Muotri, pesquisador do Ambulatório de Ansiedade da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).



OCM concorda com a hipótese: "Me sentia muito pressionada na época, com meu aperfeiçoamento na faculdade e com meu trabalho. Eu me cobro muito, e achava que não conseguiria dar conta de tudo, e sentia como se estivesse perdendo o controle da situação".





Chris BuenoEspecial

UOL Ciência e Saúde

domingo, 7 de junho de 2009

Cócegas em macacos dão pistas sobre origem do riso




Uma nova pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, dá credibilidade à ideia de que o riso evoluiu de um ancestral comum entre os primatas, segundo artigo publicado na revista "Current Biology".

Pesquisadores de primatas trabalham há muito tempo com a hipótese de que muitos dos comportamentos observados nos humanos têm a sua base em uma linhagem primata.

Estudos registraram que o som que alguns macacos emitem quando são submetidos às cócegas é similar ao som feito quando eles estão brincando, e que, acusticamente, eles compartilham características do riso humano.

"Nós temos vários estudos mostrando que o riso humano está profundamente enraizado na biologia humana, porque, por exemplo, está presente em várias culturas, em crianças surdas e cegas", explicou a pesquisadora chefe do projeto Marina Davila-Ross, da Universidade de Portsmouth.

"Existem muitas afirmações de que esses sons têm sua base antes do surgimento dos humanos".

Cócegas

Para comprovar a afirmação, os pesquisadores fizeram cócegas em 22 primatas jovens de várias espécies e três humanos e analisaram acusticamente o som das risadas. Foram realizadas mais de 800 gravações do riso estimulado.

Muitas das características das frequências dos risos - como as frequências centrais e de pico, e as variações de frequências dentro de casa riso -, eram similares durante as gravações.

Por outro lado, as diferenças mostraram um possível indício de um ancestral comum.

A risada humana é mais parecida com a dos primatas mais próximos em termos de evolução, como os chipanzés e os bonobos. Elas apresentam uma série mais longa de risos, cada uma interrompida por pequenos intervalos.

Em comparação, os orangotangos, primatas mais distantes do homem, não registram tantas tonalidades em suas cordas vocais como os humanos.



BBC BRASIL

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Chuva de meteroritos deixou Terra mais quente, diz estudo


Uma pesquisa do Imperial College de Londres indica que uma chuva de meteoritos que atingiu a Terra e Marte há 4 bilhões de ano pode ter deixado os dois planetas mais quentes e mais úmidos. Os pesquisadores aqueceram rochas espaciais para medir os gases que teriam sido liberados quando os meteoritos entraram na atmosfera dos dois planetas.

A equipe aqueceu 15 fragmentos de meteoritos antigos recolhidos de várias partes do mundo todo usando uma técnica conhecida como pirólise.

Com a técnica, que consiste no uso de eletricidade para aumentar a temperatura dos fragmentos em até 20 mil graus Celsius por segundo, as rochas foram transformadas em gases. Após análise do processo, os cientistas concluíram que a tempestade de meteoritos há 4 bilhões de anos teria liberado gases suficientes para criar planetas mais quentes e úmidos, com condições mais favoráveis ao surgimento de vida.

O trabalho foi publicado na revista especializada Geochimica et Cosmochimica Acta. Fonte de água Os cientistas descobriram que um fragmento médio de rocha liberava 12% de sua massa na forma de vapor de água e 6% como dióxido de carbono.

"Devido à sua (composição) química, existem sugestões de que os antigos meteoritos foram uma forma de fornecer à Terra, logo no início, água em forma de líquido", afirmou o autor da pesquisa, Richard Court. Em seguida, os pesquisadores do Imperial College usaram modelos matemáticos para calcular o número de impactos de meteoritos ocorridos durante um período específico, há 4 bilhões de anos, conhecido como Bombardeio Pesado Tardio (LHB, na sigla em inglês).

Durante o período, um número extraordinariamente alto de meteoritos atingiu vários corpos do Sistema Solar.

Com base nas estimativas do número de impactos registrados neste período, os pesquisadores acreditam que 10 bilhões de toneladas de água e dióxido de carbono teriam sido trazidos à Terra e a Marte a cada ano.

Os cientistas sugerem que isso, por sua vez, teria levado a um aquecimento dos planetas, à formação de oceanos líquidos e a um ambiente mais habitável. "Agora, temos dados que revelam o quanto de água e dióxido de carbono foram injetados diretamente pelos meteorito. Estes gases poderiam ter começado a agir imediatamente, estimulando o ciclo da água e esquentando o planeta", acrescentou Court.

Segundo os pesquisadores, a Terra ainda se beneficia com seu campo magnético, que reflete o vento solar e que, naquele período, teria varrido para longe os gases atmosféricos que os meteoritos trouxeram.


BBC BRASIL

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Submarino-robô atinge ponto mais profundo da Terra


Um submarino-robô desenvolvido nos Estados Unidos alcançou a área considerada a mais profunda dos oceanos - o chamado Challenger Deep, na Fossa das Marianas, no Pacífico.O local, perto da ilha de Guam, é o maior abismo da Terra, com 11 mil metros de profundidade - mais de 2 quilômetros do que o Monte Everest tem de altura.O mergulho da embarcação não-tripulada Neureus ocorreu no último domingo e atingiu 10.902 metros de profundidade. Nesta localização, a pressão chega a ser mais que mil vezes maior que a nível do mar. Livre O Nereus é operado à distância por pilotos a bordo de um navio, com a ajuda de cabos de fibra óptica que permitem que ele desça a grandes profundidades e seja fácil de manobrar. Ele também pode ser colocado em modo automático e "nadar" livremente."Com um robô como este, nós agora podemos virtualmente explorar qualquer parte do oceano", disse Andy Bowen, diretor do projeto e principal pesquisador por trás do desenvolvimento do submarino no Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI, na sigla em inglês)."Essas fossas são praticamente inexploradas e tenho certeza absoluta que o Nereus vai permitir novas descobertas", afirmou. "Este mergulho marca o início de uma nova era na exploração dos oceanos." Passado O Challenge Deep só foi atingido antes por duas outras embarcações.Em janeiro de 1960, Jacques Piccard e Don Walsh fizeram a primeira e única viagem tripulada ao local, a bordo do batiscafo suíço Trieste. A embarcação era composta por uma esfera de aço de 2 metros de diâmetro, ocupada pelos dois tripulantes e pendurada em um tanque de petróleo gigante, projetado para permitir uma boa flutuação. Durante a expedição, que durou nove horas, os dois homens passaram apenas 20 minutos no fundo do oceano - tempo suficiente para registrar a profundidade local em 10.916 metros.Em 1995, o submarino-robô japonês Kaiko foi o primeiro veículo não tripulado a visitar o local. Atualmente, os aparelhos mais aptos a descer a grandes profundidades chegam a uma média de 6,5 mil metros, o que permite os cientistas explorar 95% do fundo do mar.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pacientes internautas


Você já procurou na internet a solução para algum problema de saúde? Se a resposta for “sim”, você pode fazer parte do grupo dos “pacientes experts”, que usam a rede para se informar sobre doenças. Para descobrir como o acesso a tanta informação está influenciando as relações entre médicos e pacientes, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) analisaram diversos artigos estrangeiros que tratam do tema e concluíram que, para os profissionais de medicina, é hora de se atualizar. O estudo, desenvolvido por Helena Beatriz da Rocha Garbin, Maria Cristina Rodrigues Guilam e André de Faria Pereira Neto, comparou 15 artigos publicados entre 1997 e 2006 nos periódicos britânicos Social Science and Medicine e Sociology of Health & Illness . O período de publicação dos artigos foi definido pelo início da democratização da internet, motivo pelo qual teria surgido esse fenômeno, ainda muito recente e pouco estudado no Brasil. O tema foi encontrado tanto em trabalhos da área de saúde, como de ciências sociais. Os pesquisadores se depararam com três interpretações bastante distintas do fenômeno dos “pacientes experts”: enquanto alguns artigos defendem que pacientes mais informados valorizam o papel do médico, outros dizem que o livre acesso à informação leva a uma “desprofissionalização” do médico. Já um terceiro ponto de vista sustenta que, mesmo questionando certas posições dos médicos, pacientes mais interessados possibilitariam um diálogo mais profundo sobre os temas. Para a equipe, o novo panorama exige que os profissionais da saúde se mantenham atualizados, elaborando pesquisas e conhecendo melhor esse universo em que se insere o paciente.


“Tradicionalmente existe uma relação patriarcal entre médicos e pacientes. É preciso compreender que ess poder está se equilibrando: os profissionais devem trabalhar com o paciente, em vez de para ele”, afirma a médica Helena Garbin, coautora do estudo, publicado no periódico Interface – Comunicação, Saúde, Educação . Postura ativa Garbin, que é doutoranda pela Escola Nacional de Saúde Pública, vê a internet como uma ótima ferramenta para a busca por informação e troca de experiências. “A internet leva a uma postura ativa do paciente, que conta com ela para compreender seu adoecimento”, afirma. “Alguns médicos ficam ofendidos, se sentem ameaçados pela perda do monopólio do conhecimento. Já outros relatam que o doente segue melhor o tratamento, justamente por saber o que ocorre com seu organismo”. Mas é preciso tomar cuidado com o que se encontra na rede. “Muitas páginas podem ser escritas sem nenhum embasamento, ou serem simplesmente veículos de empresas comerciais, interessadas na divulgação de medicamentos”, afirma Garbin, que alerta para possíveis más interpretações da linguagem médica por leigos e a questão da automedicação, hoje considerada um problema de saúde pública. “É recomendável que o doente procure páginas não comerciais, ligadas a universidades e associações médicas”, diz a médica, lembrando que a visita a um especialista não deve ser descartada. “O paciente sempre deve conferir com o seu médico as informações obtidas.

Nada substitui o olhar profissional.”




Barbara Marcolini Ciência Hoje On-line