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sábado, 30 de maio de 2009

Estudo mostra que religiosos têm mais tolerância à dor


As pessoas que têm crenças religiosas podem resistir mais à dor? O poder de uma mente que crê pode ser suficiente para aliviar o sofrimento ou torná-lo mais leve?

A resposta é afirmativa, de acordo com uma equipe de cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que chegaram a esta conclusão ao realizar exames de imagens cerebrais em uma série de indivíduos que foram submetidos a choques elétricos, após observar imagens religiosas.

O trabalho contou com dois grupos: um de católicos praticantes e outro de ateus e agnósticos. O experimento consistiu em mostrar a eles uma pintura da Virgem Maria do artista italiano Bartolo de Sassoferrato, e o retrato de "A Dama com Arminho", de Leonardo da Vinci.

Após admirar uma das imagens durante meio minuto, os participantes recebiam descargas elétricas durante 12 segundos e deviam qualificar o nível de dor que sentiam.

Os católicos e os agnósticos registraram níveis similares de dor após ver a pintura de Leonardo, mas os primeiros experimentaram 12% menos de dor depois que observaram a imagem da Virgem Maria.

Quando foram comparados os escaneamentos cerebrais de ambos os grupos, ficou comprovado que, quando os crentes viam a Virgem, ativava-se em seus cérebros uma área denominada córtex pré-frontal ventrolateral direito, que suprime as reações a situações que são ameaçadoras e está relacionada com a regulação da dor e a valorização dos estímulos emocionais.

"Esta área se encarrega de dar um significado neutro ou positivo a uma experiência nociva, o que nos ajuda a enfrentá-la melhor, e ajuda as pessoas a interpretar a dor e a torná-la menos ameaçadora", segundo a doutora Katja Wiech, uma das autoras do trabalho britânico.

Os pesquisadores descartam que o "efeito analgésico" se deva a uma religião em particular, e acreditam que ele também possa ser alcançado mediante a meditação e outras estratégias psicológicas.

Longevidade

A religião não só parece aliviar a dor, como também poderia "prolongar" a vida. É o que conclui outra pesquisa da Universidade Yeshiva, da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. Os resultados mostraram que participar semanalmente de cultos religiosos pode reduzir o risco de morte em 20%, em comparação com as pessoas que não seguem a prática.

"Este efeito talvez esteja relacionado com a sensação de comunidade ou de respaldo presente nos cultos religiosos, ou talvez as pessoas fiquem menos deprimidas quando participam deles", afirma o professor de psicologia Eliezer Schnall, da Universidade Yeshiva.

Os participantes da pesquisa vêm de outro grande estudo denominado "Iniciativa de Saúde das Mulheres", que inclui quase 95 mil americanos, com idades entre 50 e 79 anos no começo do estudo.

Quando os cientistas analisaram os dados relacionando a saúde física com idade, etnia, renda, educação, respaldo social, eventos vitais importantes e a satisfação com a vida, descobriram que a participação semanal em cultos religiosos era responsável por uma grande redução do risco de morrer.

O doutor Schnall não afirma que a receita para viver mais anos consista em participar de serviços religiosos de forma regular, mas considera que suas descobertas são interessantes e convidam a realizar mais pesquisas para desvendar o mecanismo desse fenômeno.


María Jesús Ribas
Da Efe

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Exercícios para os olhos corrigem problemas de visão?


Durante quase um século, exercícios para os olhos foram promovidos como uma forma de fortalecer a visão e aliviar a miopia e o astigmatismo, assim como o exercício para o corpo elimina a gordura e melhora a saúde.

Algumas das técnicas mais populares incluem exercícios de coordenação entre mãos e olhos, atividades de movimentação dos olhos e foco em luzes piscantes. As técnicas são amplamente divulgadas online e defendidas por várias empresas. Algumas até alegam que as técnicas são capazes de reduzir a necessidade de óculos e abrandar deficiências do aprendizado. No entanto, vários estudos concluíram que muitas dessas técnicas ao estilo "faça você mesmo" não possuem nenhum embasamento.

Um dos últimos estudos, publicado em 2009, encontrou poucas evidências para apoiar a ideia de que exercícios supostamente desaceleram ou reduzem a miopia, aliviam a dislexia e corrigem condições causadas por problemas psicológicos, como visão embaçada. Uma conclusão similar foi alcançada num relatório de 2005, que analisou 43 estudos anteriores e não descobriu "nenhuma evidência científica clara" para a maioria dos métodos analisados.

Porém, existem algumas áreas da terapia da visão que já foram cientificamente validadas, incluindo a chamada ortótica. Nessa terapia, oftalmologistas prescrevem exercícios capazes de aliviar a visão dupla, problemas com foco e condições como estrabismo, também conhecida como olhos vesgos. A ortótica pode tratar a insuficiência de convergência, na qual os olhos têm problemas em trabalhar juntos. Ela afeta uma em cada 5 pessoas, mas, com os exercícios corretos, podes ser curada, segundo estudos.

Assim, os exercícios para os olhos são úteis para alguns problemas, mas não parecem aliviar a miopia ou a dislexia.



Anahad O'Connor
The New York Times

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Envio excessivo de torpedos preocupa especialistas nos EUA


Eles o fazem tarde da noite, quando seus pais estão dormindo. Em restaurantes e enquanto atravessam ruas lotadas. Eles o fazem na sala de aula com suas mãos escondidas nas costas. E fazem tanto que seus dedões chegam a doer.

Estimulados pelos planos com mensagens de texto ilimitadas, oferecidos por operadoras como a AT&T Mobility e Verizon Wireless, adolescentes americanos enviaram e receberam uma média de 2.272 torpedos no quarto trimestre de 2008, segundo a Nielsen Co. - quase 80 mensagens por dia, mais que o dobro da média de um ano antes.

O fenômeno começa a preocupar médicos e psicólogos. Eles afirmam que a prática pode causar ansiedade, distração na escola, queda nas notas, lesão por esforço repetitivo e privação de sono.

Martin Joffe, um pediatra em Greenbrae, Califórnia, entrevistou recentemente estudantes de duas escolas locais e disse ter descoberto que muitos estavam rotineiramente enviando centenas de torpedos todos os dias.

"Isso significa envios com intervalos de alguns minutos", disse. "Então você ouve que esses garotos estão respondendo torpedos tarde da noite. Isso causará problemas de sono num grupo etário já atormentado por problemas para dormir".

O aumento na quantidade de torpedos é recente demais para gerar qualquer dado conclusivo sobre efeitos na saúde. Porém, Sherry Turkle, psicóloga e diretora do Initiative on Technology and Self do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, em inglês), pesquisadora do uso de torpedos entre adolescentes na área de Boston pelos últimos três anos, diz que isso pode causar uma mudança na maneira como os adolescentes se desenvolvem.

"Entre os trabalhos da adolescência estão se separar de seus pais e encontrar a paz e a tranquilidade para se tornar a pessoa que você escolheu ser", explicou ela. "Os torpedos atingem diretamente essas duas tarefas".

Psicólogos esperam ver os adolescentes se libertando de seus pais à medida que se desenvolvem em adultos autônomos, continuou Turkle, "mas se a tecnologia faz com que manter o contato seja fácil demais, isso se torna mais difícil de acontecer; agora você tem adolescentes que escrevem para suas mães 15 vezes por dia, perguntando coisas como, 'Devo comprar o tênis vermelho ou o azul?'"

Quanto à paz e à tranquilidade, ela continuou, "se algo próximo de você está vibrando a cada dois minutos, fica muito difícil entrar nesse estado de espírito".

"Quando se é inundado por comunicação constante, a pressão para responder imediatamente é bastante alta", acrescentou. "Então, se você está no meio de um pensamento, pode esquecer".

Michael Hausauer, um psicoterapeuta de Oakland, Califórnia, diz que os adolescentes têm um "tremendo interesse em saber o que está acontecendo nas vidas de seus colegas, agravado por uma tremenda ansiedade para não ficar de fora da turma". Por essa razão, o rápido aumento nos torpedos tem potencial para grandes benefícios e grandes males.

"As mensagens de texto podem ser uma ferramenta enorme", disse. "Elas oferecem companhia e a promessa de conectividade. Ao mesmo tempo, seu uso pode fazer um jovem se sentir assustado e exposto demais".

Os torpedos também podem cobrar seu preço nos polegares dos adolescentes. Annie Wagner, de 15 anos, uma estudante exemplar da nona série em Bethesda, Maryland, costumava escrever mensagens em seu pequeno telefone LG tão rapidamente quanto digitava num teclado comum. Alguns meses atrás, ela notou uma dolorida cãibra em seus polegares. (Ultimamente ela tem usado o iPhone que ganhou em seu 15º aniversário. Ela disse que escrever agora é mais lento e menos doloroso.)

Peter W. Johnson, professor associado de ciências de saúde ocupacionais e ambientais na Universidade de Washington, disse que ainda é muito cedo para dizer se esse tipo de estresse é danoso. Todavia, acrescentou, "baseado em nossas experiências com usuários de computadores, sabemos que o uso intenso e repetitivo das extremidades superiores pode acarretar problemas no sistema locomotor. Logo, temos alguns motivos para achar que torpedos demais poderiam levar a danos, temporários ou permanentes, aos polegares".

Na escola

Annie disse que embora sua escola, assim como a maioria, proíba o uso de telefones celulares na sala de aula, ela conseguia enviar mensagens com seu LG colocando-o sob seu casaco ou sua mesa.

Sua colega Ari Kapner explicou, "É só fingir que está pegando algo na mochila".

Os professores muitas vezes nem ficam sabendo. "É um grande problema, e está desenfreado", disse Deborah Yager, professora de química de um colégio localizado em Castro Valley, Califórnia. Yager realizou recentemente uma pesquisa anônima com 50 de seus alunos; a maioria disse enviar torpedos durante as aulas.

"Não consigo distinguir quando está acontecendo, e não há nada que possamos fazer", desabafou. "Não vou gastar um tempo todos os dias para tentar policiar isso".

Jovens tendem a ser ainda menos cientes acerca dos torpedos do que, digamos, videogames ou uso geral de computadores. Os planos ilimitados muitas vezes significam que os pais param de atentar aos detalhes das contas. "Converso com os pais em meu escritório", disse ele, "faço perguntas e ninguém está pensando sobre isso".

Ainda assim, alguns pais estão começando a tomar providências. Greg Hardesty, um repórter em Lake Forest, Califórnia, disse que, no mês passado, sua filha de 13 anos, Reina, enviou 14.528 mensagens em um mês. Ela mantinha o telefone ligado após se deitar, tocando no modo de vibração e esperava o aparelho se iluminar e sinalizar uma nova mensagem.

Hardesty escreveu uma coluna a respeito dos torpedos de Reina em seu jornal, The Orange County Register, e na agitação que se seguiu, o volume foi para 24.000 mensagens. Finalmente, quando suas notas caíram vertiginosamente, seus pais confiscaram o telefone.

As notas de Reina melhoraram desde então e o telefone está de volta às suas mãos, mas suas mensagens de texto são limitadas a 5.000 por mês - e proibidas entre nove da noite e seis da manhã, em dias de semana.

Mesmo assim ela disse haver um elemento de hipocrisia nisso tudo: sua mãe também é viciada no celular que carrega em sua bolsa.

"Ela deveria compreender um pouco melhor, pois está sempre em seu iPhone", disse Reina. "Mas ela vem com essa, 'Oh bem, não quero ver você mandando torpedos'". (Sua mãe, Manako Ilhaya, disse ter compreendido o ponto de vista de Reina.) Turkle pode entender. "Os adolescentes sentem que estão sendo punidos por comportamentos repetidos por seus pais", disse. No que ela chama de virada tocante, adolescentes ainda precisam da atenção completa dos pais.

"Mesmo enviando 3.500 mensagens por semana, quando ela sai de sua aula de balé, fica incomodada ao ver seu pai no carro usando o BlackBerry", explicou. "A fantasia de todo adolescente é que o pai esteja ali, esperando, ansioso, completamente focado nele".



Katie Hafner
The New York Times

sábado, 23 de maio de 2009

FDA faz um alerta sobre os riscos dos suplementos alimentares


Suplementos alimentares são produtos tomados por via oral, que contêm um ou mais ingredientes dietéticos. Estes incluem as vitaminas, sais minerais, aminoácidos, ervas, assim como outras substâncias que podem ser utilizadas para complementar uma dieta alimentar.

Estes suplementos alimentares são encontrados sob a forma de comprimidos, cápsulas, pós, barras energéticas e líquidos. Estão disponíveis em lojas de todo o país, bem como para venda na Internet.

O orgão americano FDA (Food and Drug Administration) sugere que você consulte com um profissional da saúde antes de usar qualquer tipo suplemento dietético. Muitos suplementos contêm ingredientes com fortes efeitos biológicos, sendo que estes produtos podem não ser seguros para todas as pessoas.  

O FDA aconselha que:

-Os suplementos alimentares em geral, não se destinam a tratar, diagnosticar, curar ou aliviar os efeitos das doenças. Eles não podem prevenir completamente as doenças, como as vacinas, por exemplo. No entanto, alguns suplementos são úteis na redução do risco de certas doenças e são autorizados a divulgar em seu rótulo esses benefícios. Por exemplo, suplementos de ácido fólico podem reduzir do risco de malformações congênitas do cérebro e da medula espinhal, devendo ser usados por gestantes.

-A utilização inadequada de suplementos alimentares pode ser prejudicial. Tomar uma combinação de suplementos, utilizando estes produtos em conjunto com medicamentos alopáticos ou em substituição a estes últimos, podem trazer inúmeros malefícios à saúde.

-Alguns suplementos alimentares podem ter efeitos indesejáveis antes, durante ou após uma cirurgia. Por exemplo, o sangramento é um efeito colateral  potencial do alho, ginkgo biloba, ginseng e da vitamina E. Além disso, a kava-kava e a valeriana, podem agir como sedativos e aumentar os efeitos dos anestésicos e outros medicamentos usados durante uma cirurgia. Antes de uma cirurgia, você deverá informar o seu profissional de saúde sobre todos os suplementos que você utiliza.

Fonte:FDA(2008).

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Bombardeio de meteoritos pode ter estimulado vida na Terra, sugere estudo


Quando meteoritos de vários tamanhos bombardearam a Terra há 3,9 bilhões de anos, aquecendo a superfície do planeta e provocando a evaporação de oceanos, elas podem, ao contrário do que muitos cientistas supunham, ter ajudado a estimular o surgimento de vida no planeta, de acordo com um novo estudo da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos.

O novo estudo mostra que o bombardeio teria derretido menos de 25% da crosta terrestre, e que micróbios podem ter sobrevivido em um habitat subterrâneo, isolados da destruição.

E o intenso calor do impacto, segundo o estudo, criou um habitat que estimulou a reprodução de bactérias formadas por uma só célula que são termófilas e hipertermófilas - capazes de sobreviver a temperaturas de 50 a 80 graus Celsius ou de até 110 graus Celsius.

Simulação

A descoberta foi feita através de uma simulação de computador. Como as evidências físicas do bombardeio de asteroides foram apagadas pelo tempo e pela ação de placas tectônicas, os pesquisadores usaram dados das rochas lunares recolhidas pelas missões Apollo, e registro de impacto de meteoros na Lua, Marte e Mercúrio. 

"Até sob as condições mais extremas que nós impusemos (na simulação), a Terra não teria sido completamente esterilizada pelo bombardeio", disse Oleg Abramov, um dos autores do estudo.

Ao invés disso, fissuras que expeliam água quente podem ter criado um santuário para esses micróbios que preferem ambientes de calor extremo.

O estudo, publicado na revista "Nature", sugeriu também que a vida na Terra pode ter começado 500 milhões de anos mais cedo do que se pensava. 

"Não é pouco razoável sugerir que havia vida na Terra há mais de 3,9 bilhões de anos", disse Stephen Mojzisis, que também participou do estudo. "Nós sabemos de registros geoquímicos que nosso planeta era habitável naquela época."



Da BBC Brasil

terça-feira, 19 de maio de 2009

Uma tosse pode liberar mais de 20 mil vírus no ar, alertam especialistas


Na próxima vez que você tossir ou espirrar, há uma boa razão para cobrir a sua boca. Aproximadamente 20 mil vírus são expelidos na tosse média, sendo o suficiente para infectar muiatas pessoas, segundo estudo do Hospital Universitário Nacional de Cingapura. De acordo com os autores, essa quantidade de vírus está contida nas três mil gotículas produzidas pela tosse.

Usando pesquisas anteriores sobre o carregamento viral da influenza – vírus associados à gripe – em secreções nasais, e considerando que cada gota proveniente da tosse no ar mede entre um e cinco micrômetros de diâmetro, os pesquisadores estimam que uma única tosse pode liberar, em cerca de três mil gotículas, de 195 a 19, 5 mil tipos de vírus da gripe.

Segundo os autores, essas três mil gotículas ser referem apenas ao “número de gotículas estimadas que permanecem suspensas no ar por longos períodos” – o suficiente para infectar outras pessoas. “Gotículas maiores que carregam o vírus influenza também são produzidas durante uma tosse, mas essas cairão no chão com relativa rapidez e não serão consideradas significativas na transmissão aérea da gripe”, destacaram os autores.

Com a nova gripe A (H1N1) – gripe suína –, diversos governos em todo o mundo estão preocupados em informar a população sobre hábitos simples de higiene pessoal e de comportamentos que podem ajudar a prevenir a transmissão de gripes e resfriados. Isso inclui propagandas sobre a importância de lavar as mãos de forma adequada com mais frequência e de tampar a boca quando for espirrar ou tossir.

Embora estudos anteriores indiquem que é preciso apenas de um a dez organismos para causar febres hemorrágicas, e de dez a 100 para causar encefalite viral, os cientistas destacam que isso depende de diversos fatores, como o conteúdo das gotículas e o sistema imunológico. Por isso, eles recomendam a vacinação e o uso de máscaras, assim como a prática de cobrir a boca quando tossir e espirrar, para prevenir disseminação de vírus.

Fonte: Singapore's National University Hospital's Division of Microbiology. Maio de 2009.

domingo, 17 de maio de 2009

Banho de Bem-estar


Água. Desde cedo é fácil habituar-se a ela. Está presente nas brincadeiras de infância, refresca o corpo em dias quentes ou, mais simples, sacia a sede. Aprende-se que a Terra, apesar do nome, está cheia mesmo deste elemento! E algo assim, tão abundante, muitas vezes utilizado de forma incorreta, pode oferecer benefícios à saúde mais do que se imagina. Traduza a frase anterior como a crenoterapia, técnica que utiliza água mineromedicinais (com propriedades medicamentosas) como recurso terapêutico. Aliás, é recomendada por médicos de diversas especialidades, como ortopedistas, reumatologistas, psiquiatras, cardiologistas, fisioterapeutas e massoterapeutas para auxiliar no tratamento de diversas enfermidades.

"Há cerca de cinco décadas, médicos de várias partes do Brasil enviavam pacientes para se tratarem com águas minerais e banhos em estâncias hidrominerais", conta o médico ortomolecular, clínico geral e especialista em Saúde Pública, Márcio Bontempo.

Antes de sair correndo para alguma estância hidromineral, saiba que é fundamental visitar um especialista. Isso porque cada água possui suas especificidades, como temperatura e composição química. "É necessário avaliar, primeiramente, as necessidades do paciente para depois indicar a estância mais adequada e como será o tratamento", informa Nivaldo Parizotto, professor titular do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos (UfsCar) e responsável pela disciplina na qual estão inseridas a crenologia e hidroterapia.

Sagrado elemento! 
De acordo a fisioterapeuta Teresa Cristina Alvisi, professora de Termalismo e Geriatria/Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Poços de Caldas, em Minas Gerais, é possível utilizar esse recurso natural de diversas maneiras. "Pode ser por balneação [imersão do corpo inteiro ou apenas uma parte], aplicação de duchas gerais ou parciais, ingestão, inalação ou irrigação interna", comenta.

Assim como Parizotto, ela frisa que conhecer a constituição química da água de um local é de suma importância para poder recomendá-la a um paciente. "Em Poços, por exemplo, a água é sulfurosa, ou seja, é rica em enxofre, que é um reconstituidor do tecido conjuntivo, presente nos brônquios, nas articulações, na pele e no sistema vascular. Por isso, a maioria de suas indicações está na pneumologia, reumatologia e no controle de hipertensão", descreve.

Já em Águas de Lindóia, estância hidromineral de São Paulo, há maior concentração de água bicarbornatada, que é antiácida e digestiva. "Pode ser indicada para pacientes com úlcera ou gastrite", exemplifica Parizotto. "Basicamente, qualquer enfermidade pode ser tratada ou amenizada com o uso de águas minerais", completa Bontempo. E não são poucos os locais em que se pode desfrutar de todas essas vantagens. Fique sabendo que o Brasil é o país com maior quantidade de estâncias hidrominerais do mundo. De acordo com Bontempo, o Circuito das Águas Sul Mineiro (que inclui São Lourenço, Caxambu e Lambari) é considerado o maior parque aqüífero do planeta. Só em Caxambu são 14 diferentes tipos de águas medicinais.

Qualquer enfermidade pode ser tratada ou amenizada 
com o uso de águas minerais

Fria ou quente 
Pense naquele banho quentinho, depois de um dia estressante. Ele não só relaxa como provoca uma moleeeza. Por outro lado, quando tomamos uma ducha gelada, o ritmo respiratório aumenta e fica mais ativo. Já que diferentes temperaturas provocam determinadas reações no organismo, a propriedade térmica da água é outro fator a ser analisado antes de mergulhar de cabeça na crenoterapia. Afinal, dependendo da enfermidade, há uma temperatura ideal para que os resultados sejam realmente satisfatórios.

Para indivíduos que sentem dores físicas, por exemplo, uma fonte de água quente é uma ótima pedida! Chamada de hipertermal (a temperatura fica acima de 40ºC), ajuda "na redução da dor, representando um alívio importante na vida dessas pessoas" afirma Parizotto.

Há ainda as fontes mesotermais (a temperatura fica entre 30 e 40°C) e as hipotermais (entre 20 e 30°C). "Cada uma delas tem aplicações específicas e complexas, dependendo do caso", lembra Bontempo.


Forte aliada! 
A fisioterapeuta da PUC faz questão de ressaltar que o tratamento com águas deve ser encarado como um complemento. "O uso das águas mineromedicinais tem funcionado como coadjuvante nos tratamentos medicamentosos. É necessário sempre um acompanhamento clínico", frisa. O especialista da UfsCar concorda. "É uma terapia cuja função é tornar ainda melhor o tratamento médico".

Segundo Parizotto, a técnica também deve ser encarada como uma maneira de prevenção. "Se mandarmos uma pessoa por 15 dias para uma das cidades balneárias, além de aproveitar as águas, ela também vai passear, relaxar, ter uma alimentação saudável e se divertir. Essa associação é capaz de reduzir as chances de o indivíduo desenvolver uma patologia decorrente do estresse, que é a maior doença do século".


Esse conceito de "turismo-saúde" já é explorado, inclusive, na Europa. "Lá as empresas estimulam a ida dos funcionários às estâncias", complementa Parizotto. Já no Brasil, essa parece ser uma realidade ainda distante, apesar de, em 2006, a crenoterapia ter entrado para a lista de técnicas terapêuticas que instituem a medicina complementar e integrativa na rede pública de saúde. "É um avanço", comemora Bontempo.

Tipos de fontes
Água é tudo igual? Não mergulhe nessa cilada

Sulfurosa: enxofre é seu principal componente. É antirreumática, antialérgica, desintoxicante e antiinflamatória.

Cloretada: sua composição é caracterizada, sobretudo, pela presença de cloreto. É expectorante e antiinflamatória.

Bicabornatada: rica em bicabornato, é antiácida e digestiva.

Ferruginosa: possui ferro, portanto, é antianêmica e reconstituinte.

Cálcica: contém cálcio em maior quantidade. É antialérgica, sedativa e antiinflamatória.

De malas prontas
Confira algumas cidades brasileiras que possuem estâncias hidrominerais

Goiás: Caldas Novas e Rio Quente.

Minas Gerais: Poços de Caldas, Caxambu, Araxá, São Lourenço, Lambari, Cambuquira.

Santa Catarina: Gravatal, Chapecó e Santo Amaro da Imperatriz.

São Paulo: Águas de Lindóia, São Pedro, Serra Negra, Águas da Prata e Olímpia. Paraná: Sulina.



por Ana Gomes

Saiba mais!
Guia das Águas, Márcio Bontempo, Editora Arco-Íris





Grávida de 66 anos diz que 'idade não é problema'


Uma empresária britânica que engravidou aos 66 anos de idade e está prestes a se tornar a mulher mais velha do país a dar à luz disse que não tem que defender sua posição.

Elizabeth Adeney, do condado de Suffolk, está grávida de oito meses depois de ter passado por tratamento de fertilização in vitro na Ucrânia, segundo informações do jornal Sunday Mirror.

Ela disse ao jornal que sua idade não é importante, afirmando que o que importa é o que "eu sinto por dentro".

Adeney declarou que se sente tão jovem quanto aos 39 anos de idade, e que é mais saudável do que algumas de suas funcionárias mais jovens.

"Não me interessa se vou ser a mãe mais velha do país", disse ela ao jornal, antes de revelar que pretende ter o filho em uma clínica em Cambridge.

A maior parte das clínicas britânicas não oferece tratamento de fertilização artificial para mulheres acima de 50 anos.

Saudável Adeney, que é dona de uma empresa fabricante de produtos plásticos e vai completar 67 anos em julho disse: "Tenho meninas jovens trabalhando em minha fábrica, e estou em melhor forma do que metade delas".

"Não tenho que defender o que fiz. É entre mim e meu bebê e mais ninguém." O médico italiano Severino Antinori, que ajudou a britânica Patrícia Rashbrook, de 62 anos, a engravidar e dar à luz três anos atrás, disse que ficou chocado com a gravidez de Adeney.

"Eu respeito a escolha médica, mas acho que engravidar depois dos 63 anos é arriscado, porque você não pode garantir que a criança vai ter uma mãe para cuidar dela, ou uma família", disse o pioneiro do tratamento de fertilização in vitro para mulheres mais velhas ao jornal Sunday Times.

Mas outros médicos discordam, afirmando que a expectativa de vida aumentou, e que uma mulher saudável aos 66 anos de idade pode esperar viver mais 20 ou 30 anos.

Usar o óvulo de uma doadora mais jovem reduz os riscos de aborto ou anomalias na criança, disse à BBC a médica Gillian Lockwood, do Royal College of Obstetricians and Gynaecology.

Para Lockwood seria "injusto" discriminar apenas com base na idade. "A gente não impede que mulheres muito mais jovens, com sérios problemas de saúde, engravidem... mesmo que elas apresentem riscos muito maiores", completou.


Fonte: BBC BRASIL

sábado, 16 de maio de 2009

Mito ou verdade: remédio vencido fica sem efeito?




VERDADE. O medicamento vencido pode perder sua efetividade. 


Xarope, descongestionante nasal, colírio e medicamentos para problemas no ouvido, por exemplo, perdem o efeito depois de abertos no prazo de um mês. Já os medicamentos que vêm em blisters (típicas embalagens de comprimidos em cartelas), têm o prazo de validade fornecido pela indústria, identificados na caixa. Esse prazo é sugerido após vários testes. Assim que o medicamento ultrapassar a data estipulada, não há como garantir que o princípio ativo terá o efeito terapêutico.


Raquel Rizzi, farmacêutica e presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), esclarece que, em ambos os casos, não há como garantir a eficácia dos medicamentos se eles forem armazenados no banheiro ou em locais próximos a janelas (com incidência de raios solares) ou úmidos. 

Vale destacar que os medicamentos não devem ser deixados em cima de microondas, forno elétrico, geladeira e televisão. O melhor local para armazená-los são os locais secos, que não sofram grandes alterações de temperatura, longe dos raios solares e fora do alcance das crianças, como reitera a especialista.

Rizzi aproveita para fazer outras recomendações em relação ao cuidado com os medicamentos:

- evite deixar os remédios no carro, principalmente no porta-luvas ou dentro de bolsas em estacionamento aberto, expostos ao sol;

- não triture o medicamento para misturá-lo com os alimentos, o que pode gerar interações provocando diferença na atuação do medicamento;

- não abra as cápsulas para dissolver em água, pois isso pode alterar o efeito do medicamento;

- ao adquirir o medicamento, o usuário deve verificar o prazo de validade, que está impresso na caixinha. O medicamento deve ser válido, no mínimo, pelo período de tratamento.


Especial para o UOL Ciência e Saúde

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"Careta" ajuda a reduzir sintomas da apneia e ronco"



Exercícios para fortalecer a musculatura da garganta envolvendo a língua e o palato mole (parte posterior do céu da boca) podem reduzir em até 40% a gravidade e os sintomas da apneia do sono -distúrbio que tem como características ronco alto e interrupções da respiração durante o sono.
Os exercícios que envolvem vários movimentos da língua foram desenvolvidos pela fonoaudióloga Kátia Carmello Guimarães em parceria com médicos do Instituto do Sono do InCor (Instituto do Coração de São Paulo). Os resultados foram publicados no periódico "American Journal of Respiratory e Critical Care Medicine".
Estudo epidemiológico realizado pelo Instituto do Sono da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) aponta que 32,8% da população da cidade de São Paulo sofre com apneia do sono. Foram avaliadas em laboratório 1.042 pessoas.
Durante três meses, os pesquisadores do InCor acompanharam 31 pacientes -16 fizeram os exercícios corretos e 15 fizeram exercícios ineficazes durante 30 minutos por dia.
De acordo com o pneumologista Geraldo Lorenzi-Filho, autor do estudo, ao final do terceiro mês de exercícios houve uma redução objetiva de 22,4 para 13,7 eventos de apneia por hora de sono -de acordo com a escala da polissonografia. Além disso, a intensidade do ronco caiu de 10,2 para 6,9 pontos, reduzindo de "muito alto" para "semelhante a respiração".
Os pesquisadores também notaram que a circunferência do pescoço daqueles que fizeram os exercícios corretos caiu de uma média de 39,6 cm para 38,5 cm -o que sugere que houve melhora no tônus da musculatura da garganta.
"Percebemos que houve diminuição objetiva do ronco e da sonolência. Essa é uma alternativa que não vai resolver o problema, mas vai proporcionar um alívio muito grande para quem sofre com apneia", diz.
Kátia Guimarães reforça que todos os exercícios devem ser feitos com orientação de um fonoaudiólogo. "No começo a intensidade é maior. Depois, os pacientes precisam fazer pelo menos dois exercícios por dia, senão os sintomas voltam", diz.
A pneumologista Lia Rita Azeredo Bittencourt, do Instituto do Sono da Unifesp, diz que os resultados são importantes por apontarem melhora objetiva (com a polissonografia). "Nossos pacientes que fazem exercícios [com técnicas diferentes] relatam melhora na qualidade de vida, dizem que dormem melhor, mas ainda não chegamos a esses resultados objetivos", afirma.
Bittencourt diz que os exercícios para a garganta podem ser um complemento do tratamento. "Mesmo que não sejam totalmente eficazes, pois não acho que sejam curativos", diz.
Ela ressalta, no entanto, que praticar esses exercícios exige disciplina. "Se a pessoa parar depois que atingir os objetivos, a tendência é voltar, assim como acontece com quem quer perder peso", pondera.
Causas da apneia
Na maioria dos casos, a apneia acontece porque a musculatura da garganta fica muito relaxada durante a noite, obstruindo a passagem do ar pela garganta. Assim, o paciente desperta do sono várias vezes e fica com sonolência diurna.
De acordo com Lorenzi-Filho, mais de 70% dos casos acontecem em pessoas obesas, pois o excesso de gordura na garganta piora a passagem do ar. Pessoas com a garganta estreita ou com a mandíbula deslocada também podem ter apneia. As consequências são um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e derrame.
O tratamento inclui perda de peso para diminuir o depósito de gordura na garganta, uso de uma placa para a mandíbula e, em casos graves, utilização do CPAP -máscara de ar, que o paciente usa quando vai dormir. Os aparelhos mais baratos custam cerca de R$ 1.200. Cirurgias são menos realizadas.





FERNANDA BASSETTE

Folha de S.Paulo

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Brasileiro consome 2,5 vezes mais sódio que o recomendado pela OMS


Chris Bueno
Especial para o UOL Ciência e Saúde
Uma bela macarronada com molho de tomate e bife à parmegiana, um gostoso hambúrguer com batatas fritas, ou um irresistível churrasco com vários tipos de carnes e muito sal grosso. Um cardápio delicioso, mas também perigoso pelo excesso de sódio contido nesses alimentos, que pode causar diversos danos à saúde, como doenças do coração e renais. 

O consumo diário de sódio pela população brasileira está duas vezes e meia acima do limite recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da USP aponta que a quantidade diária de sódio disponível nas refeições brasileiras é de 4,5 g por pessoa, enquanto a OMS recomenda a ingestão máxima de 2 g por dia. 

"O principal problema do consumo excessivo de sódio está relacionado ao aumento da pressão arterial, que é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, principal causa de morte no nosso e em vários países", alerta o médico Flávio Sarno, doutorando em nutrição em saúde pública e um dos autores do estudo.

Apesar dos termos "sal" e "sódio" serem utilizados muitas vezes como se fossem a mesma coisa, na verdade eles são dois elementos distintos. O sal de cozinha, ou cloreto de sódio (NaCl) surge da combinação do sódio (Na) com o cloro (Cl). A confusão acontece justamente porque o sal é a fonte mais abundante deste mineral. E encher o prato de pitadas é um perigo porque muitos alimentos já contêm sódio naturalmente. 

Se o organismo estiver com excesso de sódio, os rins não conseguem eliminá-lo. "Consequentemente, o sódio vai provocar a retenção de água e aumentar a pressão arterial, o que aumenta consideravelmente o risco de doenças do coração, acidente vascular cerebral (derrames) e doenças renais", explica a nutricionista Renata Padovani, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp e membro da equipe técnica da Taco (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos). 

Além da hipertensão, o consumo excessivo de sal também está associado ao câncer gástrico, podendo contribuir ainda para o desenvolvimento de osteoporose, cataratas, diabetes, hiperatividade e ganho de peso. 

Grupos de risco

Apesar da ingestão de sódio em excesso colocar em risco a saúde de qualquer pessoa, existem grupos que precisam ter ainda mais cuidado ao consumi-lo. Pessoas que já sofrem de hipertensão, diabetes e doença renal crônica devem consumir ainda menos sódio do que o recomendado pela OMS - ou seja, menos de 2 g. 

Para indivíduos hipertensos, a ingestão de sódio deve ser em torno de 1 g. "A população afro-descendente e pessoas mais velhas também precisam ter mais cautela, pois tendem a ser mais sensíveis do que as outras e têm mais chance de elevar a sua pressão arterial quando aumentam a ingestão de sódio", aponta Padovani.

Idosos e crianças requerem atenção especial. De acordo com o engenheiro de alimentos e professor associado do Departamento de Alimentos e Nutrição da Unicamp, Mário Maróstica, os idosos devem redobrar sua atenção à ingestão de sódio porque, com o passar dos anos, o organismo diminui sua capacidade de eliminação do elemento. Além disso, a menor elasticidade dos vasos sanguíneos aumenta consideravelmente as chances de infarto e derrame. 

Na outra ponta, as crianças precisam ter os níveis de sódio controlado, tanto para evitar problemas futuros, como para adaptar o paladar desde cedo a uma alimentação menos salgada e mais saudável. "Crianças estão na fase de constituir padrão gustativo e devem se acostumar desde cedo a ingerir menos sal. Idosos devem consumir menos sal, pois tendem a reter mais sódio com o passar do tempo", explica o pesquisador.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Novo paciente com suspeita de gripe suína é internado no Rio

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), comunicou através de nota que um paciente do sexo masculino foi internado em regime de isolamento na tarde desta terça-feira (12) como caso suspeito de infecção pelo vírus da gripe suína.

O paciente, de 27 anos, chegou de viagem dos Estados Unidos no último dia 3. Segundo informação do hospital no Rio de Janeiro, ele passa bem e aguarda os resultados do exame laboratorial. 

32 casos suspeitos
Até o começo desta tarde, o Ministério da Saúde monitorava 32 casos suspeitos de gripe suína no país, conforme balanço divulgado hoje. Ontem eram 22 os casos considerados suspeitos.

Os casos suspeitos estão nos Estados de São Paulo (14), Distrito Federal (4), Rio de Janeiro (4), Alagoas (2), Minas Gerais (2), Paraná (2), Pernambuco (2), Ceará (1) e Rondônia (1).

Hoje de manhã, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou, em audiência pública no Senado, que havia 34 casos suspeitos. Mais tarde, no entanto, análises laboratoriais descartaram dois casos.

O número de casos confirmados da doença não se alterou: até o momento, foram confirmados oito, nos Estados do Rio de Janeiro (3), São Paulo (2), Minas Gerais (1), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).

Além disso, 29 casos estão em monitoramento em dez Estados, e 168 foram descartados (veja tabela abaixo).

Em Recife, os dois pacientes internados no Hospital Universitário Osvaldo Cruz (Huoc) receberam alta pela manhã, segundo o "JC Online".

Paciente do Rio deve ter alta amanhã
O primeiro paciente no Rio de Janeiro com gripe suína deve receber alta amanhã (13) do Hospital Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão. O paciente está no nono dia de internação e o prazo previsto é de dez dias.

De acordo com a chefe do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias do hospital, Regina Barbosa, o paciente, que contraiu a doença no México, não vai oferecer nenhum tipo de risco de transmissão da gripe.

"Ele será liberado sem fazer nenhum teste. Está imune à doença. Não tem problema nenhum, nem a família. Sai daqui curado, bem".

Mais duas pessoas internadas com a gripe continuam em tratamento. Uma delas, no oitavo dia da doença, está sem febre há 72 horas, mas de acordo com o hospital, teve melhora do estado geral e do quadro respiratório.

Outra paciente, que pegou a doença por transmissão autóctone (dentro do território brasileiro) e foi internada em 9 de maio em regime de isolamento, está sem febre há 60 horas, mas, no momento seu quadro é estável.

Do UOL Notícias
Em São Paulo

terça-feira, 12 de maio de 2009

Tailândia, Cuba e Finlândia confirmam casos de gripe suína; OMS confirma mais de 5.000 casos e 61 mortes

Com a confirmação de casos da gripe suína em Cuba, Tailândia e Finlândia, sobe para 33 o número de países com casos da doença, apesar de o último relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontar 30 países. Nos dados divulgados na manhã desta terça-feira (12), a OMS aponta 5.251 casos da gripe confirmados. De acordo com a organização, a doença já matou 56 pessoas no México e contaminou outras 2.059, os Estados Unidos já somam três mortes e 2.600 casos, no Canadá houve uma morte e foram reportados 330 casos e na Costa Rica uma pessoa morreu e mais oito estão contaminadas.Outros países com casos confirmados são: Argentina (1), Austrália (1), Áustria (1), Brasil (8), China (2, sendo 1 em Hong Kong), Colômbia (3), Dinamarca (1), El Salvador (4), França (13), Alemanha (12), Guatemala (1), Irlanda (1), Israel (7), Itália (9), Japão (4), Holanda (3), Nova Zelândia (7), Noruega (2), Panamá (16), Polônia (1), Portugal (1), Coreia do Norte (3), Espanha (95), Suécia (2), Suíça (1) e Reino Unido (55). Na Tailândia, autoridades confirmaram hoje o primeiro caso nacional de uma pessoa infectada pela gripe suína, e também o primeiro detectado no Sudeste Asiático, região onde quase todos os anos surge algum surto da gripe aviária.O chefe da comissão sanitária encarregada da prevenção do vírus e vice-primeiro-ministro, Saman Kachoemprasart, assinalou que a pessoa afetada, de nacionalidade tailandesa, se encontra bem e foi enviada para casa após passar vários dias em um hospital.O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, disse que os exames do infectado pela gripe suína, que tinha viajado recentemente ao exterior, foram realizados pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos.O Ministério da Saúde e Assuntos Sociais da Finlândia confirmou hoje os dois primeiros casos de pessoas infectadas com o vírus da gripe suína no país.
FinlândiaSegundo as autoridades finlandesas, dois estudantes que vivem na região metropolitana de Helsinque contraíram o vírus durante uma recente estadia no México.Os dois doentes apresentam sintomas leves, por isso não precisaram ser hospitalizados, e e são atendidos em suas casas para evitar a propagação do vírus.
Fidel critica MéxicoEm Cuba, o ex-presidente cubano Fidel Castro acusou o Governo do México de não informar sobre a gripe suína antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao México em meados de abril."As autoridades mexicanas não informaram ao mundo sobre a presença da mesma (epidemia de gripe) esperando pela visita de Obama, e agora o presidente (mexicano, Felipe) Calderón ameaça suspender as relações com Cuba", afirmou Fidel em artigo divulgado no fim da noite desta segunda-feira no site "Cuba Debate".Calderón comentou recentemente sobre a possibilidade de cancelar a visita que tinha planejado a Cuba para este ano, depois da decisão do Governo de Havana de suspender, em 29 de abril, os voos ao México, em função da epidemia de gripe suína.Fidel, de 82 anos, perguntou no artigo "qual é a queixa do presidente mexicano com relação às medidas que Cuba adotou, de acordo com as normas estabelecidas e sem a menor intenção de prejudicar o povo irmão do México?".
"Neste momento, nós e dezenas de outros países pagamos pelos pratos quebrados e ainda somos acusados de adotar medidas prejudiciais ao México", assinalou."Agora aparecemos como injustos, sem fundamentos técnicos e somos vistos como um país hostil ao povo do México", acrescentou.O Governo cubano decidiu no dia 29 de abril suspender os voos diretos ao México após declarar a "fase de alerta" no país.
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
Com informações da agência EFE

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Número de casos confirmados de gripe suína no Brasil sobe para oito

O Ministério da Saúde divulgou na tarde deste domingo que o número de casos confirmados de Influenza A (H1N1), mais conhecida como gripe suína, no Brasil subiu de seis para oito, sendo 6 com vínculo de viagens internacionais e dois autóctones (dentro do território nacional).




Um dos casos confirmados neste domingo é do Rio de Janeiro. Com este, somam três os pacientes infectados pelo vírus no Estado, sendo dois de transmissão autóctone, vinculados ao primeiro, que contraiu a doença no México.





O outro caso confirmado é do Rio Grande do Sul. A pessoa infectada esteve na Europa (Alemanha, República Tcheca, Hungria, Áustria, Itália e Espanha) antes de voltar ao Brasil. Apresentou os primeiros sintomas, leves, em 3 de maio, na Itália. Viajou no mesmo dia para Madri (Espanha), onde embarcou no dia seguinte para o Brasil. Procurou o serviço de saúde e foi notificada no dia 7.





Mais cedo, o ministério havia divulgado que caiu de 30 para 18 o número de casos suspeitos da gripe suína no país.

Balanço mundial
A gripe suína já infectou 4.379 pessoas em 29 países, anunciou neste domingo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aumentando a contagem de doentes em quase mil pessoas de um dia para outro.

A contagem da OMS tende a estar atrasada em relação aos números reportados pelos diferentes países, mas é vista como mais definitiva.

A agência da ONU disse que o México relatou 1.626 casos confirmados da doença, contra 1.364 no sábado, e repetiu que 45 pessoas já morreram nesse país do novo tipo de gripe que é uma mistura genética de vírus suínos, aviários e humanos.

O governo mexicano declarou que o pior já passou e afrouxou as restrições à atividade comercial e pública no país que está ao epicentro do surto.

A contagem mais recente da OMS elevou o número de casos confirmados da gripe nos Estados Unidos de 1.639 relatados no sábado para 2.254, enquanto o número de mortes relatadas continuou igual -duas.

Autoridades norte-americanas disseram no sábado que um homem morreu da nova gripe no Estado de Washington na semana passada, elevando o número de mortos nos EUA para três.

A OMS elevou o número de contaminados no Canadá de 242 para 280 e repetiu que uma pessoa morreu nesse país. De acordo com a organização, uma pessoa morreu em Costa Rica, que tem oito casos confirmados da doença.

Os países europeus com casos confirmados em laboratórios da OMS incluem a Espanha (93), Reino Unido (39), Alemanha (11), Itália (9), França (12), Portugal (1), Irlanda (1), Holanda (3), Áustria (1), Dinamarca (1), Suécia (1), Suíça (1) e Polônia (1).

A OMS também confirmou os números de doentes em outras partes do mundo: Israel (7), Nova Zelândia (7), Brasil (6), Japão (4), Panamá (3), Coréia do Sul (3), El Salvador (2), Hong Kong, China (1), Guatemala (1), Colômbia (1), Argentina (1) e Austrália (1).

As evidências de que a doença já chegou a comunidades fora das Américas pode levar a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, a declarar uma pandemia plena.

Na semana passada Chan elevou o alerta global de pandemia ao nível 5 (de um nível máximo de 6), em resposta à difusão da gripe H1N1. O nível 5 indica a iminência de pandemia.

A OMS também repetiu a orientação de que as viagens internacionais não devem ser restritas em função do surto.






Do UOL Notícias
Em São Paulo

Com informações da Reuters

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Origem do Dia das Mães!


A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.


O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de “Mothering Day”, fato que deu origem ao “mothering cake”, um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de “O Hino de Batalha da República”.


Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.


Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.


Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.


O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. “Não criei o dia as mães para ter lucro”, disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.


Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. O amor de uma mãe é diariamente novo”, afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.

Cravos: símbolo da maternidade


Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.


No Brasil
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.


Fonte: www.portaldafamilia.org.br

Ministério da Saúde confirma quatro casos de gripe suína no Brasil

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou, em entrevista coletiva na noite desta quinta-feira (7), que o Brasil tem quatro casos de pessoas infectadas pela gripe suína (H1N1).As quatro vítimas são brasileiras, e as contaminações foram confirmadas por três laboratórios. Duas vítimas são de São Paulo, uma do Rio de Janeiro e outra de Minas Gerais. Os quatro são adultos e apresentam quadro clínico estável.Segundo o ministro, "o governo está com a situação sob controle". "Todos os casos foram importados, e não existem evidências de que foram contaminadas outras pessoas no país, ou seja, o vírus não circula no Brasil", disse. "Volto a afirmar, todos os pacientes passam bem."
Temporão afirma que um dos pacientes, de SP, esteve no México entre 17 e 22 de abril e começou a ter os sintomas no dia 24. Ficou internado até o dia 4 de maio e passa bem. Outro paciente, de MG, começou a apresentar sintomas já no México e permaneceu isolado até o dia 6 de maio.Outro dos casos, que está em SP, esteve na Flórida e chegou ao Brasil no dia 28 de abril. Não chegou a ser internado, mas foi mantido em isolamento familiar. Já o outro paciente, do Rio, esteve no México e voltou ao país no dia 3 de maio. Ele permanece internado desde o dia 5 de maio.Segundo o ministro, todos passam bem e não correm risco de morte. Apenas o caso do Rio teria condições de transmitir o vírus a outras pessoas.
O ministro diz ainda que o governo está preparado para tratar 9 milhões de pessoas. "Do ponto de vista de estratégia e mobilização, nós vamos continuar fazendo a mesma operação. Até o momento, não há nenhum registro de pessoa para pessoa no Brasil. Reitero que estamos mostrando total transparência nas nossas ações", disse Temporão.
O alerta do ministério é para que as pessoas não se automediquem, mesmo que tenham vindo do exterior ou possuam alguns dos sintomas da doença. "Estamos preparados, fiquem tranquilos, a informação está sob controle.
Números da gripeEm balanço divulgado nesta tarde, o Ministério da Saúde havia retificado para 24 o número de pessoas no Brasil suspeitas de terem se infectado com a gripe suína. Pela manhã, o ministério havia informado que eram 21 casos suspeitos. Agora, afirma que são 15. No mundo, são 2.371 casos confirmados de gripe suína em 24 países.
Chegaram hoje ao Brasil os kits para realização de exames laboratoriais que irão permitir o diagnóstico mais rápido de gripe suína. Com isso, a confirmação ou descarte de casos suspeitos de gripe poderão ser feitos em até três dias, e não mais em 15 dias como ocorria até o momento.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a fabricação da vacina influenzae A (H1N1)no Brasil, destinada para prevenir a gripe suína. A Resolução n.º 18, publicada na edição de hoje (7) do Diário Oficial da União, determina critérios para a produção.
Do UOL Notícias
Em Brasília e em São Paulo